domingo, 24 de janeiro de 2010
Secret.
Após algumas horas, já era noite, silenciosa e misteriosa como a mais bela das noites. Um casamento acabara de ocorrer, mas do outro lado da cidade. Não pode-se dizer que isto seja menos importante, no final das contas, a distância também se mostra relativa. O céu estava parcialmente encoberto de nuvens roxas e baixas, como um fino véu que está prestes a ser erguido e revelar um belo segredo. Não tive a oportunidade de descobrir o segredo por completo. As luzes da cidade começaram a passar rápido, cada vez mais rápido, pareciam milhões de estrelas cadentes enfurecidas sedentas por tocar o chão. Para anunciar o segredo, finalmente mostrar a todos os curiosos, qual é o segredo que se esconde acima das nuvens rasas e roxas. Talvez seja o segredo de uma vida, ou talvez seja apenas um segredo que eu não esteja pronto, disposto ou apto a descobrir.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Room.
Um dia a sala foi arrumada, sem pó, com todos os retratos devidamente organizados e sorridentes. Hoje, a sala está estranha. Não digo que esteja suja, essa não é uma sala suja, não tanto, como tantas por aí. Hoje é uma sala desorganizada, com todos os objetos e sorrisos trocados. Paro, sento no tapete, que em uma vida anterior, ao que parece, costumava ser um paraíso estampado. Hoje ele está áspero, como a sala, que a tanto, foi polida e macia. Não consigo levantar, não tenho forças para começar a arrumar e devolver os sorrisos aos respectivos retratos. Tudo está difícil hoje, a sala está falando por ela mesma, ela não quer ser arrumada, agora tudo está cômodo. Deito ao tapete, até ficar completamente esticado, o dia vai anoitecendo, ouço uma cantiga indígena. A sala já perdeu a chance de viver o seu dia, agora ela só precisa esperar a escuridão da noite passar, para que novos raios de luz entrem pela janela e tragam uma nova esperança de finalmente ela encontrar os respectivos retratos, e assim os sorrisos finalmente poderão descansar.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
About Beauty.
Todas as pessoas são bonitas, o que difere é o modo e onde você resolve achar a beleza nelas.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Infinito.
Às vezes me pergunto: Qual é o ponto de acordar dia após dia? Talvez essa seja a pergunta mais corriqueira. Me perco em meio a natureza, com todas suas divindades que foram terrivelmente sufocadas por divindades pré-programadas. Sinto o vento gélido em meu resto, e me sinto vivo, com todos os meus pensamentos e ações diárias, porém, consigo me sentir vivo. Percebo os detalhes que estão ao meu redor a todo momento, mas que são percebidos apenas quando a brisa gélida entra pela janela, enquanto agita a cortina. Talvez essa seja a campainha da vida, a cortina. O vento bate à cortina, e a vida me chama, e eu vou a seu encontro. Fecho os olhos. Estou no infinito, suspenso sem tempo e espaço, porém cheio de vida. Talvez seja para isso que abro os olhos todos os dias pela manhã. Para esperar ansiosamente a primeira brisa gélida, que a pedido da vida, irá me levar mais uma vez ao seu encontro.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Hurricane.
O céu escureceu, com toda a sua força e soberania, enquanto ele deixava tudo em um tom azul escuro, realmente escuro, o vento começava soprar cada vez mais forte, eu me encontrava parado no meio de tudo isso, com o pensamento no vento, me deixando penetrar por ele, e os pensamentos rodavam furiosamente em minha cabeça, logo pensei que talvez fosse uma borboleta batendo às asas no meu inconsciente e gerando um furacão na superfície, não cheguei a nenhuma conclusão, minha atenção se voltou a um raio que cortou o céu como eu nunca tinha visto, o céu, que permanecera tão escuro, resolveu brilhar, brilhar com toda a sua força pra mostrar que ele ainda estava ali, e não pretendia sair tão cedo, talvez aquilo foi uma fração de segundo, mas em minha cabeça, a cena se repetiu seguidas vezes, me perdi no tempo mais uma vez, me deixei levar pelo vento descontrolado que passeava por mim, até quando senti um pingo gelado e úmido em meu ombro, aquilo me despertou novamente, e com ele vieram mais incontáveis pingos, vieram me lavar, lavar a borboleta, lavar o inconsciente, deixar tudo úmido, com o cheiro típico de terra molhada, que nos faz perceber que quando aquilo tudo secar, os pingos voltarão de onde vieram e talvez o sol apareça novamente.
sábado, 19 de setembro de 2009
Clocks.
Não sei o motivo, mas uma bomba-relógio existe em todo canto, mas as pessoas não percebem porque muitas vezes estão mantendo as suas próprias sobre controle, já que uma explosão em conjunto não seria legal, legal pra quem estiver perto, legal pra quem estiver dentro de nós mesmos. O tic-tac insiste em perturbar meus ouvidos, levando toda a paz momentanea que eu levei horas pra conseguir, leva minha concentração pro ralo, assim com toda e qualquer esperança de ter um humor linear durante um dia todo que seja, e não é pedir muito. A cada hora que passa, o humor está diferente ou qualquer outro sentimento que estivesse presente anteriormente, mas talvez o que faz uma tranquilidade ficar aparente, é que não preciso me preocupar, em 60 minutos contados, já sentirei alguma outra coisa que ainda não sei o que é.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Inside.
Por em palavras algo que eu acho que seja eu, é um pouco confuso. Tenho muita coisa pra falar, mas poucas conseguem ser traduzidas em palavras, e o pouco que me escapa são coisas um tanto quanto desconexas ou imaginativas, para algumas pessoas, já que aquelas que fazem parte da minha vida estão intrínsecas em meu mundo, aquele mundo que eu criei na minha cabeça como forma de fazer parte de algo maior, que não caiba apenas em mim, mesmo elas não sabendo.
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